Números do e-commerce durante a crise
Agência

Covid-19: números do e-commerce brasileiro

Na contramão de outros setores da economia, o comércio eletrônico vem crescendo exponencialmente perante a pandemia. Mudança de hábito do consumidor é o principal motivo da alta nos resultados
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Perto de completar 90 dias de quarentena, o Brasil passa pelo seu momento mais crítico na pandemia de Covid-19. Já são quase 15 mil mortos e mais de 300 mil infectados em todo o país. Além das baixas irreparáveis, a economia brasileira também registrou prejuízo em quase todos os setores, com destaque nas áreas que dependem exclusivamente da circulação de pessoas, como é o caso do comércio físico e turismo, por exemplo. Juntos, ambos somam um déficit de R$ 25,3 bilhões, de acordo com um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ainda neste mês.

Uma das exceções que tem chamado a atenção dos economistas nesse cenário assolador é o desempenho dos e-commerces. Desde de que as medidas de isolamento social foram aplicadas pelo governo (aproximadamente a partir da segunda quinzena de março) as lojas virtuais tiveram um aumento 48% nas vendas, segundo uma pesquisa realizada pelo Ebit/Nielsen.

E esse boom já representa 32% do faturamento que o setor teve em 2019.

Mesmo sem os efeitos causados pelo novo Coronavírus, o setor de comércio eletrônico já tinha boas expectativas para 2020. Para a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), já era esperado um crescimento de 18% no varejo digital até o final do ano.

E os números tendem a subir cada vez mais.

Mudança de hábito do consumidor

Ainda que os números apurados pelas empresas apresentem valores distintos, todas elas concordam com um mesmo dado: a mudança de hábito do consumidor foi determinante para os resultados do e-commerce.

E isso não é tão difícil de se compreender.

A começar pela parte mais lógica. Comprar online é o único jeito de adquirir alguma coisa sem precisar sair de casa.

Quem vende na internet deve ter percebido o aumento no tráfego de março para cá. Outra pesquisa feita pela NZN Intelligence, e reproduzida pelo E-commerce Brasil, diz que 71% dos brasileiros aumentaram seus hábitos de compra online no segundo trimestre.

Outra informação relevante para esse entendimento vem de um estudo da ABComm, que diz que o varejo online ganhou mais de 4 milhões de novos clientes só em 2020. Números mais que suficientes para comprovar a mudança de hábito.

Quais categorias estão em alta no começo da Pandemia?

Já que milhares de pessoas passaram a comprar nas lojas virtuais por causa da pandemia, resta saber qual segmento foi o mais buscado pelos compradores.

Um levantamento feito pela Konduto, empresa especializada em prevenção de fraude cibernética, revela as categorias que tiveram maior impacto no começo da quarentena. São elas:

  • Brinquedos (alta de 463,05%)
  • Supermercados (alta de 448,09%)
  • Artigos esportivos (alta de 187,90%)
  • Farmácia (alta de 74,70%)
  • Games online (alta de 58,46%)
  • Entregas (alta de 55,66%)

Com as grandes empresas adotando o sistema de home office para seus funcionários e escolas básicas encerrando suas atividades presenciais, as pessoas foram obrigadas a se adaptarem a nova rotina.

Comprar suprimentos básicos para casa pela internet, como produtos alimentícios e produtos de limpeza, se tornou uma realidade nesse período. Outro ponto importante relacionado ao consumo para o lar está na aquisição de remédios e itens de beleza e saúde em sites que oferecem esse tipo de produto.

No quesito entretenimento, manter as crianças foi o principal motivo para a alta da categoria brinquedos. Muitas famílias carecem de espaço ou de tempo para entreter os filhos, o que é compreensível. Para os adultos, adquirir jogos eletrônicos também foi uma saída para distração nas horas vagas.

Já a preocupação com a saúde física também esteve presente nos dados da pesquisa. Diversas pessoas recorreram a categoria de “Artigos esportivos” para manter o corpo em forma sem sair de casa.

E o que esses números representam para o seu negócio? 

É verdade que ainda é preciso ter cautela sobre quais estratégias tomar nesse momento. O fato é que o e-commerce como um todo foi o setor que mais se adequou a nova realidade dos brasileiros. Não dá para dizer até quando o cenário de isolamento social vai durar, mas já é possível afirmar que o comércio eletrônico, hoje, faz parte da rotina de muita gente.

Preparar a sua loja para receber esse tipo de demanda é uma boa opção, principalmente nas categorias que tiveram maior alta nesse período. Investir no conteúdo dos anúncios desses produtos, por exemplo, é uma estratégia rápida que pode ser aplicada sem grandes esforços. Fizemos um guia com dicas valiosas que você pode aplicar nos seus anúncios agora mesmo. Vale a pena conferir!

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