Marcas e o público LGBTQIA+
Agência

Marcas e público LGBTQIA+: posicionamento e sensibilidade

Relações entre as marcas e o público LGBTQIA+ estão cada vez mais estreitas e entender sobre as demandas desta comunidade é fundamental
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O público LGBTQIA+ é uma fatia que as empresas andam de olho. No último ano, movimentaram o equivalente a U$3.6 milhões. A Parada do Orgulho LGBTQIA+ da capital de São Paulo é um dos maiores eventos dessa comunidade, arrecadou R$403 milhões em 2019, refletindo um aumento de 40%, se comparado a 2018.

Com números tão expressivos, essa comunidade está cada vez mais ciente de seus direitos e busca, antes de consumir um produto, o engajamento real de uma marca com sua causa. Ou seja, traçar estratégias para impactar esse público, desconsiderando todas as lutas que há anos travam na busca de direito civis e no combate ao preconceito, não é algo a ser perdoado.

Criar uma conexão real, com um alinhamento legítimo à causa vivida diariamente por pessoas dessa comunidade, fornece um dado extremamente interessante: dos quase 18 milhões de brasileiros que se identificam como LGBTQIA+, 50% se dizem dispostos a priorizar uma marca que apoie a causa, mesmo quando o valor agregado dos produtos é mais alto.

É, a era do Pink Money está acabando. Ou você veste a camisa de verdade, ou pode correr o risco de ser categorizado como oportunista. Hoje, vamos falar um pouco das demandas desta comunidade, onde a sinergia com a marca é o primeiro passo em um processo de fidelização.

O início de tudo

Em 28/06/1969, após anos de repressão policial, aconteceu o que seria considerada a primeira parada do orgulho LGBTQIA+. O bar de Stonewall In, localizado no bairro de Greenwich Village, foi o palco que marca o início da luta. Nele, ocorreu a primeira manifestação em favor da causa LGBTQIA+. Os frequentadores do bar simplesmente disseram “não” aos desmandos da polícia e resistiram pela primeira vez.

A revolta ganhou as ruas na manhã seguinte, com as manifestações de diversas pessoas pertencentes à comunidade. O que era para ser apenas uma fagulha, tornou-se o estopim para uma batalha cheia de propósito e as palavras de ordem, ditas em plenos pulmões naqueles dois dias, ressoam até hoje, criando um espaço de debate sobre os direitos de toda uma comunidade.

Diversidade em pauta

De lá pra cá, muita causa mudou. A própria sigla, ao longo de mais de 50 anos, já passou por diversos formatos, até chegar no LGBTQIA+, abrangendo grande parte das minorias.

E conforme o assunto entra nos trending topics, mais as pessoas buscam saber sobre. Segundo matéria divulgada no Think With Google, a busca de conteúdos que abordam diversidade no Youtube cresceu mais 71% só no último ano.

Estratégias de marketing em diferentes esferas do mercado vem trazendo à tona a resposta para a seguinte pergunta: o mercado LBGTQIA+ realmente encontra representatividade?

Como as marcas podem ajudar nesse processo?

As marcas podem fazer muito mais que apenas focar no público LGBTQIA+ como potencial consumidor. A inclusão, antes de mais nada, pode passar pela contratação de pessoas que fazem parte da comunidade como colaboradoras.

Cumprindo essa etapa do processo, o ciclo de exclusão é quebrado e o resultado é uma equipe muito mais diversa com processo de empatia genuíno, viabilizando a real conexão a uma causa.

Em uma pesquisa levantada pelo Google e a Box 1824, foram chamadas pessoas de fora e de dentro da comunidade que trouxeram alguns ensinamentos sobre como empresas e marcas podem contribuir para a causa LGBTQIA+. Confira:

Seja coerente

De nada adianta criar uma coleção especial para o Mês do Orgulho e não adotar medidas que contribuam para a educação e redução do preconceito na sociedade. Escolher ações e estratégias que de fato façam diferença, não priorizando apenas o lucro, é o primeiro passo para conquistar o engajamento da comunidade LGBTQIA+. Neste processo, avaliar o contexto social, realizar pesquisas com quem realmente sente o preconceito na pele e trazer para a discussão processos de melhoria efetivos pode fazer toda a diferença.

A tão falada empatia

Os dicionários trazem a seguinte etimologia para a palavra empatia: “ação de colocar-se no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias. Aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende etc.”

Muito falada nos dias de hoje, é possível dizer que a empatia surge como um norte para humanizar a causa. Por ela, é possível criar um panorama através do ponto de vista de quem vive uma situação e não apenas a observa. Usar narrativas verdadeiras, dando espaço para os verdadeiros protagonistas é a equação perfeita para colocá-la em prática.

Acessibilidade

Utilizar uma linguagem simplificada, que não converse apenas com uma parcela da população, tem o poder de transmitir a mensagem a todos os públicos. O ideal não é engajar apenas a comunidade LGBQIA+, e sim toda a sociedade.

Representatividade além dos padrões

A pluralidade é a principal característica do corpo social LGBTQIA+. Logo, escolher apenas “uma das letras” nessa sigla para representar em uma campanha de branding, pode passar uma mensagem equivocada. A representatividade verdadeira precisa considerar as especificidades de diferentes classes sociais, raças, identidades de gênero e orientação social que estão embaixo deste guarda-chuva.

Informação

Há um abismo de informações que separa a comunidade LGBTQIA+ de pessoas cis e héteros. Infelizmente, esse abismo é perpetuado dentro da própria comunidade, com o desconhecimento das pautas de cada uma das siglas. Promover o diálogo, o conhecimento e a educação através de conteúdo relevante é a oportunidade de transformar a sociedade brasileira, promovendo a mudança e conscientização sobre o tema no Brasil.

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