O que é Design Thinking
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Design Thinking: saiba o que é e como usá-lo a seu favor

Ao contrário do que muitos pensam, o Design Thinking não é uma metodologia ágil. Ele é uma filosofia que busca encontrar soluções, tendo como foco central o ser humano
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Se você se encontra na árdua tarefa de ter que colocar a criatividade em prática para solucionar algum problema que seu e-commerce esteja enfrentando, saiba que existem muitos processos pelos quais é possível não só obter a tão esperada luz no fim do túnel, como também identificar novas oportunidades de melhorias e, até mesmo, criar novos serviços que agreguem valor à sua marca.

E o Design Thinking é um deles.

Esse processo que envolve o pensamento criativo de profissionais multidisciplinares pode levantar os problemas enfrentados pela sua loja virtual e traduzi-los em ideias palpáveis que poderão ser usadas para resolver inúmeros questões.

Tudo que você tem que fazer é reunir a equipe, esclarecer as dores do negócio e começar a criar. Pode parecer difícil no começo, mas é menos complicado do que parece.

Veja neste artigo o que é Design Thinking e saiba como aplicá-lo no dia a dia da sua empresa.

O que é Design Thinking

O Design Thinking é um processo criativo focado em pessoas que visa solucionar problemas complexos. Ele atua como uma forma de abordagem pela qual é possível esclarecer o que está dando errado no negócio, afim de obter as condições necessárias para resolvê-lo. A diferença dessa filosofia que busca encontrar solulções para outros já existentes é que todo o seu processo foca na experiência final de quem vai consumir o produto ou o serviço trabalhado.

Para isso, ele utiliza como base a empatia, a colaboração e experimentação de todos os envolvidos no processo. O intuito aqui é reunir o máximo de perspectivas diferentes do problema e encontrar soluções viáveis que proporcionem uma experiência inovadora para o consumidor.

Muitas empresas utilizam esse meio para resolver diversas questões, independentemente da sua natureza ou magnitude. É muito comum vê-lo, inclusive, como método para criar novos produtos e serviços. Por isso seu uso é tão indicado para área de design e UX.

Usar Design Thinking significa envolver um grande número de profissionais e suas diferentes “skills” para enxergar os obstáculos do negócio e gerar insights que serão esclarecidos, prototipados e desenvolvidos, como explicaremos a seguir.

Por onde começar?

Antes de prosseguirmos com a leitura é preciso deixar claro que Design Thinking é muito mais do que uma fórmula ou uma técnica para se tornar criativo. Ele é um processo que visa resolver um problema. E como todo o processo do tipo, começar a entender essa necessidade deve ser o ponto de partida.

Grandes literaturas que abordam o Design Thinking explicam o processo de inúmeras formas diferentes, sempre “puxando a sardinha” para um lado específico da criação de soluções que eles esperam resolver. Em certo ponto isso não é errado, entretanto, limita o uso da metodologia.

Para começarmos, vamos conhecer as principais etapas do Design Thinking e entender a sua importância no processo criativo.

O "Double Diamond" do Design Thinking

Imersão

Nessa etapa é dado o “start” no processo de entendimento do negócio como um todo. É aqui que mapeamos os principais problemas, com foco especial naqueles que estão causando dores no momento. É nessa etapa também que visualizamos os pontos fracos do negócio para que a equipe possa idealizar as possíveis oportunidades de melhoria.

Vale levantar todo tipo de informação possível para o entendimento como realizar pesquisas quantitativas, fazer entrevistas, aplicar benchmarking, fazer análise de dados, e aplicar outras ferramentas que possam enriquecer a compreensão.

Como a ideia é dar profundidade no contexto do projeto, no gráfico, nós vemos que essa etapa sugere uma ampliação das informações em um movimento de convergir das setas (entenderemos esses movimentos percebendo os movimentos das setas nas próximas etapas).

Definição

Nesta etapa vamos organizar todas as informações coletadas na etapa anterior. O objetivo aqui é ver o que pode ou não dar certo para resolução do problema. Cada envolvido vai colocar suas justificativas sobre os pontos levantados para esclarecer ainda mais as causas e os pontos fracos que devem ser verificados.

Ao final desta etapa, não teremos vários insights do problema para trabalhar, mas apenas um que deve atender a todas as expectativas.

Por isso é preciso utilizar ferramentas que simplifiquem as opções considerando as personas, o mapa de empatia e outros critérios que vão de encontro com a experiência do consumidor daquele produto ou serviço.

Agora, a posição das setas no gráfico indica um movimento de divergir, pois a etapa pede um afunilamento das informações que foram levantadas.

Ideação

Definido provável o problema a ser tratado, vamos para etapa de idealizar. Aqui os designers vão usar a criatividade para gerar soluções para a questão, observando sempre se ela será factível, rentável, viável, e se desejável pelas pessoas.

Aí entra o mapa mental e a aplicação de séries e séries exaustivas de brainstorm. Quanto mais ideias forem levantadas para resolver o problema, melhor mais certeira será a solução final a ser desenvolvida na próxima etapa.

Novamente vemos o movimento de convergir das setas no gráfico para mostrar a ampliação de possibilidades que esta etapa proporciona.

Prototipação

Finalmente chegamos na etapa final do Design Thinking. Aqui começa a fase de testes das soluções que foram idealizadas na etapa passada. Uma vez entendido o problema e levantado todos os aspectos possíveis para solucioná-lo, é hora de colocar tudo no papel e desenvolver a

o produto ou serviço que vá suprir a dor existente e inaugurar um novo caminho de inovação para seu negócio.

Aqui podem ser usados protótipos, wireframes, encenação, e outros métodos para visualizar o projeto. A ideia é validar tudo com os usuários afim de receber feedbacks.

Por fim, o gráfico mostra que as setas fazem um último movimento de divergir, mostrando que o projeto foi definido e que todos os esforços, daqui por diante, serão focados nele.

Outros movimentos do Design Thinking

Assim como todo processo criativo, nem tudo são rosas, até mesmo no Design Thinking. A etapas podem não seguir exatamente o mesmo fluxo apontado acima, o que não é ruim, do ponto de vista de quem precisa resolver um problema.

Quando esse tipo de situação ocorre, pode significar que sua equipe deixou passar algum detalhe que, com certeza, fará toda diferença no resultado final.

Por isso não veja como ponto negativo toda vez que uma questão não for solucionada em uma das etapas. Retorne sempre para a etapa que mais tem a ver com a dúvida para considerar novas opções.

É assim que o processo criativo se torna produtivo durante a jornada.

Os benefícios que o Design Thinking pode trazer para sua loja virtual

Se você tem um negócio na internet, com certeza você tem que lidar com problemas constantemente. Seja na sua plataforma de vendas, no seu modelo de negócios, no produto ou serviço que oferece, ou até mesmo no modo como você se comunica com seu cliente, sempre haverá desafios para serem vencidos.

Os e-commerces estão cheios deles e a cada dia surgem mais e mais oportunidades de melhoria que podem ser aplicadas para transformar o setor naquilo que os clientes desejam encontrar.

O Design Thinking oferece um meio para identificar esses “gargalos” e oferecer clareza para criar as melhores soluções. Além de transformar incertezas em oportunidades, ele torna a rotina da equipe e de todos os envolvidos mais dinâmica e objetiva

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